Tô de volta?

Publicado: agosto 26, 2011 em Sem categoria

Depois de tanto tempo com 20 minutos livre pra ver isso, esqueci até de pagar o domínio… que zica…

Pico Office Reef – 7 litros Pt.3

Publicado: fevereiro 14, 2011 em Aquarismo

Fala galera…

Segue algumas atualizações de hoje.

Definido:
Filtragem: (Filtro externo Azoo 160l/h (filtro Biológico + Phosban)
Circulação interna: SB Mini -A 170l/h

Geral da minha mesa:

Visão Geral, ainda sem nada somente 2 pagurinhos mas bem escondidos…

O grande “office reef”:

OBS: Enchi o “OR” com água de descarte do meu RED SEA, que na verdade nem chega a ser descarte por que eu faço TPA de 20 litros toda semana.

Iluminação ainda não sei oque vou fazer por que estou afim de testar os LEDS, porém não posso fazer uma “gambiarra” pq senão o chefe não vai gostar, tem que ser uma coisa bem “CLEAN”.

Visão Geral de como está hoje: 20/04/2010

Tentei fotografar o Sargentinho, mas é bem dificil…

Green Star Polyps (trouxe hoje pro aquário), ganhei do meu mais novo AMIGÃO Rodrigo Tuk, gente finíssima…

Zoanthus Dragon Eyes

Cloves, também do meu amigão Rodrigo, valeu Rodrigo!

Geral com a Luminária de 11W:

Zoanthus Chocolate (By Rodrigo), esse cara que trouxe vida pra ele…

Geral da minha mesa, agora a noite: 20:00hs *(20/04/2010)

Bom, segue o vídeo que fiz hoje: 20/04/2010

Eu já tenho equipe de limpeza e tá legalzinho mesmo.

Segue as atualizações:

Leather umbrella (3 mudinhas)
Green Star Polyps
Colônia de cloves
Carpet Brown
Pavona Cactus
Trumpet Green (3 bocas)
Zoanthus Dragon Eye
Zoanthus Chocolate
Palitoanthus Verde e Laranja

Stenopus (sobrevivente, era do aquário do Gui…)

Segue algumas fotos novas.

Essa foto foi tirada assim que terminei de arrumar/colar os corais.

Geral hoje de noite, 1 dia depois da bagunça.

Kit já completo:

Stenopus, verificando as mudanças.

Trumpet Green ainda sentindo a mudança.

Palithoa que ganhei do meu AMIGÃO RODRIGO TUK. (valew cara, lindão)

Green Star Polyps tentando abrir:

Pavona Cactus e Zoanthus chocolate:

Sargentinho lindão, mas pretendo colocar 1 Ocelaris aqui.
Está sendo DOADO para quem realmente quer cuidar.

E por último a geral da minha mesa com o Office Pico no AR.

Por enquanto é isso….

Amanhã posto mais coisas…

Cianobactérias – causas e soluções

Publicado: janeiro 18, 2011 em Aquarismo

A ocorrência de cianobactérias em aquários marinhos é um dos problemas mais comuns e ao mesmo tempo mais trabalhosos para se resolver.

Este artigo apresentará algumas causas prováveis do surgimento desse problema e proporá algumas soluções.

Definição

Cianobactérias não são algas.

São bactérias aquáticas unicelulares procariontes capazes de efetuar fotossíntese.

A maior parte das espécies é de água doce.

A Taxonomia as coloca entre bactérias de um tipo muito especial que abrigam algas simbiontes azuis – daí sua nomenclatura (Cyano = azul em latim).

No entanto, não são forçosamente azuis, podendo apresentar coloração esverdeada, verde azulada ou avermelhada, dependendo do pigmento que contém. Muitas espécies apresentam ficocioanina, que lhes confere a tonalidade que dá origem a sua nomenclatura e lhes possibilita realizar fotossíntese. Curiosamente, podem também conter Clorofila “A”, o mesmo pigmento de cor verde das plantas terrestres.

Cianobactérias e algas filamentosas se desenvolvendo sobre rochas em um aquário recém montado

Fósseis de cianobactérias datados de mais de 3,5 Bilhões de anos as colocam entre os primeiros habitantes “vivos” da Terra, e a elas é atribuída a produção de grande parte do oxigênio contido na atmosfera deste planeta.

São organismos extremamente adaptáveis e formam colônias pioneiras em sistemas marinhos.

Geralmente, o primeiro sinal visível de desenvolvimento de “vida” num aquário são Cianobactérias.

Podem apresentar formato arredondado, de bastonete, filamentos ou de pseudofilamentos.

Spirulina sp, por exemplo, é um tipo de cianobactéria extremamente valorizado como fonte de alimento por seu alto teor protéico.

Muitas outras espécies, no entanto, são tóxicas.

Estudos indicam a presença de várias toxinas em cianobactérias com potencial letal ao ser humano, como microcistinas, nodularinas, anatoxinas, saxitixinas, cilindrospermnosinas, lingbiatoxinas e aplisiatoxinas.

Sua reprodução se dá sempre por bipartição e é bastante rápida.

Apresentam construção celular com parede constituída por uma camada fina de citoplasma por fora da membrana celular, uma rígida composta por mureína, duas de polissacarídeos e algumas vezes uma espessa e gelatinosa. São

sempre gram-negativas.

Não possuem flagelos mas são capazes de se locomoverem por meio de fibras espiraladas na parede celular.

Algumas espécies são capazes de realizar quimiossíntese a partir de matéria orgânica usando sulfeto de hidrogênio quando em ambientes desprovidos de luz solar, geralmente em ambientes abissais marinhos.

Desenvolvimento de cianobactérias sobre as rochas de um aquário montado há mais de um ano

São responsáveis pela precipitação de carbonatos (principalmente de cálcio) em ambientes marinhos, onde geralmente não encontram predadores. À medida que a primeira colônia de cianobactérias sucumbe por não receber mais luz, uma vez que fica recoberta de carbonato precipitado, outra colônia se estabelece sobre a camada de carbonato. Isso dá origem a camadas bacterianas de coloração mais e menos escuras, mostrando a intercalação entre cada camada de carbonatos e de colônias de cianobactérias em decomposição. No curso de muitos anos, as estruturas assim formadas formam estromatólitos (de que existem registros de mais de 600 milhões de idade).

A taxonomia das cianobactérias está em revisão, sendo que sua classificação responde mais a critérios didáticos do que sistemáticos.

Evolucionariamente, são consideradas a ligação entre bactérias e algas.

Assumimos neste artigo a proposta de Cavalier-Smith de 2002:

Reino Bacteria

Subreino Negibacteria

Infrareino Glycobacteria

Divisão Cyanobacteria

Subdivisão Gloeobacteria

Classe Gloeobacteria

Ordem Gloeobacterales

Subdivisão Phycobacteria

Classe: Choobacteria

Ordem Choococcales

Ordem Pleurocapsales

Ordem Oscillatoriales

Classe Hormogoneae

Ordem Nostocales

Ordem Stigomematales

Ocorrência em aquários

Como no caso de muitas algas indesejáveis, cianobactérias precisam de dois fatores para proliferar de maneira descontrolada em aquários, a saber:

1 – Luz

2 – Nutrientes

Na ausência de luz cianobactérias são incapazes de reproduzir.

Início de desenvovimento de cianobactérias sobre o substrato de fundo num aquário recém montado

Mesmo na presença de “pouca” luz, comparada à necessidade dos corais e outros organismos capazes de realizar fotossíntese, ou até mesmo sob luz inadequada para corais e outros animais que realizam fotossíntese no aquário, elas são capazes de reproduzir – e o fazem rapidamente. Sua enorme adaptabilidade permite isso, e elas se aproveitem de qualquer oportunidade para se instalar no aquário.

Sem suficiente quantidade de nutrientes, no entanto, cianobactérias não conseguem se estabelecer (mesmo com a existência de fonte de luz inadequada).

Podemos concluir, portanto, que a ocorrência de cianobactérias num aquário recém montado é algo esperado, mas em aquários com mais de 60 a 90 dias de “idade”, em que tenha sido conduzida boa prática de manutenção com os equipamentos necessários (por exemplo: trocas parciais de água, skimmer potente, “maturação” das rochas e outros substratos de fixação de bactérias e sem inoculação de produtos químicos para “acelerar” o processo), sua ocorrência é indicação de má qualidade de água.

Soluções

Maturação do aquário

Durante a maturação do aquário, o tempo é quesito fundamental.

Se o aquário foi montado com rochas “vivas”, toda e qualquer superfície disponível será devidamente colonizada por micro ou macro organismos.

É, portanto, questão de paciência e disciplina do aquarista.

Um aquário recém montado é um ambiente “novo”, instável em relação a muitos parâmetros químicos da água, de forma que variações bastante drásticas no pH, dureza e teor de cálcio, amônia/amônio, nitritos, nitratos e outros nutrientes e poluentes são verificáveis.

O surgimento de cianobactérias em todo aquário recém montado deve ser encarado como fase natural e passageira.

Uma das maneiras possíveis de se evitar sua ocorrência é efetuar trocas parciais de água de proporções relativamente altas e freqüentes nos primeiros 60 ou 90 dias contados a partir da montagem do aquário. Esse procedimento ajuda a retirar poluentes da água e equilibrar o sistema, usando método pouco invasivo.

É recomendável deixar as luzes do aquário apagadas durante o período de maturação do aquário.

Além de evitar cianobactérias, o prazo de dois a três meses citado acima permite o desenvolvimento de populações de muitas formas de vida benéficas para o aquário, como anfípodas, copépodes, vermes e outros animais de diversas espécies. Muitas dessas formas de vida ajudam o sistema a se equilibrar, por consumirem matéria orgânica.

Já quando o aquário é montado usando substratos adequados (de composição calcária e isentos de fosfatos ou outro poluente) mas “não-vivos”, pode-se inocular o sistema efetuando-se trocas de água com uma parte proveniente de um aquário já equilibrado e estável, um pouco de substrato de fundo ou uma rocha “viva”.

Focos estabelecidos de cianobactérias em um aquário já montado a mais de um ano

Nesse caso, o processo de maturação do sistema pode demorar mais, mas fatalmente acontecerá. O procedimento de trocas parciais de água deve ser feito de maneira idêntica, sendo que o volume de cada troca pode ser diminuído quando se efetuarem testes na água e os resultados não apresentarem qualquer teor de amônia/amônio e nitritos. O pH da água, assim como sua reserva alcalina serão notadamente mais estáveis a partir desse ponto.

Nutrientes e poluentes

Na presença de luz e nutrientes como nitratos e fosfatos, a ocorrência de cianobactérias é muito provável.

Por poluentes, podemos entender qualquer tipo de composto não desejável, pelo seu potencial de prejuízo causado aos habitantes do aquário.

Matéria orgânica dissolvida

Todo composto orgânico, por definição, contém o elemento químico Carbono.

Partindo disso, depreende-se que é muito fácil encontrar matéria orgânica dissolvida em qualquer estágio de qualquer aquário, uma vez que sem compostos orgânicos a vida não é possível que se desenvolva qualquer tipo de vida.

O problema está na concentração de compostos orgânicos encontradas na água do sistema, do desempenho dos equipamentos utilizados e das práticas de manutenção adotadas pelo aquarista.

No início da “vida” do aquário, existirá fatalmente alto teor de compostos orgânicos. Já num aquário mais “velho”, cabe ao aquarista evitar o acúmulo de matéria orgânica, pela utilização de skimmer, prática de trocas parciais de água e uso de carvão ativado (para citar algumas formas de se reduzir a quantidade de compostos orgânicos dissolvidos).

Fosfatos, nitratos e outros compostos que sabidamente servem como elementos-base para a proliferação de algas são facilmente encontrados em aquários que sofrem falta de manutenção  adequada ou que, desde o início, não tenham recebido o conjunto apropriado de equipamentos.

O uso de água doce não filtrada até o ponto em que não contenha nitratos ou fosfatos representa perigo em médio e longo prazo. Como uma das formas de se resolver problema de acúmulo de fosfatos (principalmente) em aquários é por efetuar-se trocas de água (diluição), usar água que contenha fosfatos elimina essa possibilidade. O conseqüente acúmulo permanente de fosfatos na água acaba chegando a um ponto tal que não apenas cianobactérias se apresentam como um problema potencialmente grande, mas o comprometimento de todo o sistema de reserva alcalina,  tamponamento da água do aquário, do teor de cálcio e outros elementos importantes em sistemas de recifes de corais.

A partir de certo ponto, pode ocorrer uma reação em cadeia inevitável e extremamente danosa para os habitantes do aquário por conta do acúmulo de poluentes na água.

O surgimento de cianobactérias pode ser o primeiro sinal desse processo.

Nitratos não representam problema de grande porte, pois existem muitas formas de se montar sistemas em que nitratos se tornam indetectáveis. O aquário, nesses casos, “dá conta” de todo o nitrato produzido, e ocorre um benéfico estado de equilíbrio entre produção e consumo.

Iluminação inadequada e/ou deficiente

O emprego de lâmpadas inapropriadas para aquários marinhos pode ser uma das causas da persistência de cianobactérias no sistema, pois esses organismos são muito menos exigentes do que corais e outros animais “fotossintetizantes” quanto a esse quesito. A(s) fonte(s) de luz do aquário deve(m) ser de qualidade apropriada e as lâmpadas que constituem o sistema de iluminação utilizado devem ser trocadas por novas dentro do prazo estipulado de sua durabilidade. Lâmpadas acendem durante muito tempo, mas em aquários, possuem “vida útil” que deve ser respeitada.

Deficiência de iluminação causa problemas porque o aquário funciona tanto melhor quanto mais produtivo for o sistema. O ponto ideal é encontrado quando o aquário se torna autotrófico, e isso se dá apenas sob condição de luz potente.

Skimmer subdimensionado ou inexistente

Apesar de ser possível manter aquários sem skimmer, esse produto é verdadeiramente formidável para a saúde do aquário, uma vez que retira da água poluentes e compostos nitrogenados antes que estes últimos iniciem o processo natural de mineralização pelo qual passariam. O skimmer ajuda numa série de outros problemas, como por exemplo na melhora do potencial redox da água do aquário.

Algo importante a se considerar quando cianobactérias aparecem num aquário é que, não coincidentemente, a água apresenta ORP muito baixa, indicando ambiente redutivo em que há déficit de oxigênio dissolvido na água) ao invés de oxidativo, que é o ideal para aquários de recifes de corais.

Mesmo sendo melhor do que não ter skimmer nenhum, muitas vezes o skimmer do aquário não é suficiente para a carga orgânica com a qual o tanque tem que lidar. Skimmer adequadamente dimensionado para o volume do aquário é algo a ser seriamente considerado.

O local onde o skimmer é instalado interfere muito no seu funcionamento. Se colocado em local onde existe muita turbulência de água, como no mesmo compartimento em que a água verte para o aquário, seu trabalho será prejudicado (principalmente se houver variação da quantidade de bolhas que vêm junto da água ao cair pelo vertedouro – ocorrência muito comum).

Skimmers devem ser colocados em um compartimento em que o nível da água seja estável a qualquer momento, isento de bolhas de ar e turbulência na água.

Movimentação interna de água

A água do aquário deve ter movimentação suficiente para que atinja todos os locais e não possibilite “pontos mortos”. Ao mesmo tempo, não deve haver movimentação de água em excesso, que chegue, por exemplo, a fazer com que o substrato de fundo fique sempre em suspensão na água, ou que “cave” buracos no substrato de fundo.

A circulação interna adequada da água, portanto, ainda ajuda a manter o potencial redox do aquário elevado e não permite o acúmulo de detritos em locais de difícil acesso (que impossibilite sua retirada por sifonamento).

Sempre se fala que o posicionamento das bombas internas e sua capacidade de circular a água do aquário é uma arte. Realmente, até se chegar ao bom posicionamento e dimensionamento (quantidade e vazão) das bombas que promovem a circulação interna da água pode-se levar um bom tempo. Mas os resultados compensam muito a dedicação do aquarista.

Deve-se levar em conta também que com o crescimento dos invertebrados sésseis no aquário, novos obstáculos são gerados para a circulação do aquário e a circulação inicial do sistema é diminuída ou alterada. No curso de um ano ou menos, pode ser necessário reavaliar a condição da circulação apresentada no sistema.

Todos os equipamentos do aquário devem passar por limpeza periódica para que mantenham seu desempenho original. Skimmer “sujo” não trabalha bem. Bombas sujas ou com seus compartimentos de entrada de água semi obstruídos por algas ou detritos apresentam vazão muito prejudicada.

Por fim, se forem tomados os cuidados adequados em relação à própria montagem do sistema e, depois disso, levadas como prática permanente os itens de manutenção do aquário citados neste artigo, dificilmente haverá a ocorrência ou “aparecimento” de cianobactérias.

 

Créditos:  Ricardo Miozzo

 

Achei isso na net e achei interessante guardar aqui para futuras pesquisas, tendo em vista que pretendo montar um circuito para testar uma luminária de LEDs.

Produzir placas de circuito impresso por processo fotográfico é um sonho da maioria dos hobistas de eletrônica. O processo fotográfico sempre foi cercado de mitos e as poucas empresas ou pessoas que dominam alguma técnica exploram vendendo kits a preços elevados.
Este trabalho é resultado do aprimoramento e da adaptação de algumas técnicas já conhecidas, e da experiência em laboratório fotográfico e computação gráfica, e permitirá em poucos minutos, o preparo da placa e a confecção do fotolito para produzir placas com trilhas de até 0.20 mm, o suficiente para passar duas trilhas entre as ilhas dos terminais de um CI, e com qualidade que irá surpreender qualquer amador.

Exemplo das trilhas feitas por este processo com uma escala em mm:

Obs: Trilhas muito finas requerem o domínio desta técnica, comece com layouts mais básicos para não desanimar.

Diretrizes que guiaram o meu trabalho:

  • Não depender de produtos de apenas uma empresa fabrica e/ou que são caros e difíceis de encontrar.
  • Poder gerar o fotolito pelo computador e com impressoras jato de tinta de razoável qualidade e não depender unicamente de fotocópias laser.
  • Não depender unicamente do Sol para expor as placas e poder contar com uma fonte de luz alternativa eficiente e de baixo custo.
  • Poder executar todo o processo sem ter que sair de casa.
  • Ser de baixo custo.
  • Contrariando a tendência de muitos no Brasil, divulgarei totalmente a técnica após o sucesso dos testes.

Materiais e equipamentos necessários:

  • Computador e impressora com boa qualidade (eu uso uma HP 930).
  • Um software de confecção de placas de Circuito Impresso (recomendado).
  • Transparência para jato de tinta.
  • Placas virgens de CI.
  • Emulsão foto-sensível para Silk-Screen e respectivo sensibilizante ( 1 litro custa de R$15,00 a R$23,00 com o sensibilizante e tem validade para 2 anos). Pode ser encontrada em qualquer loja de produtos de serigrafia. Cola branca a base de PVA, lavável (tipo Tenaz lavável) também funciona bem e pode ser comprada em quantidade menor.
  • Pincel de pelo de lontra de 12 mm (pode ser encontrado facilmente em casas de tintas).
  • Rolo de espuma pequeno, 40 mm
  • Esponja Scotchbrite ou esponja de aço
  • Secador de cabelo
  • Duas placas de vidro um pouco maior que o tamanho da placa a ser feita
  • Fita crepe
  • Cola Super Bonder ou similar
  • Lâmpada halógena de 500 w ou 1000w com refletor. É possível usar o Sol caso não tenha a lâmpada.

O processo passo a passo:

Produzindo um bom fotolito:

Eu recomendo o uso de um software de elaboração de circuito impresso, pois produz a imagem da placa em modo vetorial, que independe de resolução e podem gerar traços muito finos com qualidade e sem os serrilhados causados pelos pixels dos arquivos de imagens convencionais ou “mapa de bits”, além de poupar o trabalho de capturar converter e tratar layout de outras fontes.
Em muitos casos compensa transcrever o layout de uma revista ou internet para o software de circuito impresso, pois permitirá uma qualidade maior e facilidade para editar. Existem vários softwares de circuito impresso que têm versões grátis ou limitadas, mas que permitem gerar e imprimir a imagem do layout . Tente baixar com algum software P2P o PCBWizard versão 2.6 que é uma versão beta porém funcional ou a versão 2.7 . O ‘Ares Lite’ também é um bom programa e permite gerar o layout.

Impressão e montagem do fotolito:

Deve se ter o cuidado de imprimir o fotolito invertido (fundo preto e trilhas brancas) e espelhado (visto pelo lado dos componentes). Os softwares de CI já têm este recurso para impressão, mas se o layout vier de outra fonte preste atenção na orientação correta e faça a inversão com o software de imagem que costuma usar.

Imagens do layout após a impressão em transparência:

Uma deficiência que percebi na impressão das transparências por jato de tinta é que o preto não ficava opaco o suficiente para uma foto-impressão adequada, e este era o principal ponto fraco do processo.

Apelando para um processo semelhante ao que é usado em algumas técnicas fotográficas, para aumento de contraste, consegui corrigir esta deficiência. A solução consistiu em sobreporem duas ou três imagens até conseguir a opacidade necessária.

Diferentes tipos de transparências e impressoras darão resultados diversos e é bom testar várias combinações e escolher a que proporcionar o preto mais carregado e opaco. Usar resolução fotográfica também não deu bom resultado na minha impressora, deixando a camada de tinta mais fina e transparente. O melhor resultado foi obtido com as transparências da HP que têm a camada de gelatina levemente fosca, o que deixou a tinta mais opaca de que as transparências lisas e usando resolução para papel comum e no modo “ótimo”.

Seque bem a impressão com o secador de cabelo tomando cuidado para não esquentar muito e empenar a transparência. Corte as imagens deixando 0,5 cm de margem, manipule as transparências pela borda para não manchá-las. Sobreponha duas imagens sobre um fundo claro e iluminado e ajuste até que as imagens estejam coincidentes, cuidadosamente coloque uma pequena gota de cola Super Bonder entre as bordas de um dos lados das transparências e faça uma pequena pressão com os dedos. Ajuste a imagem do outro lado e vá colando dois ou três pontos de cada lado, cuidando para que tudo fique bem plano, faça o mesmo com a terceira imagem.Após o empilhamento estará pronto o fotolito de alto contraste.

Montagem do fotolito com três imagens:

Testando o fotolito:

O meu teste de opacidade do fotolito é feito olhando, através da parte preta do fotolito, para uma lâmpada de 60w (daquelas brancas), distante uns 5 cm, até que não seja possível ver o contorno da lâmpada através do preto, ou que fique bem atenuado.

Teste de opacidade:

Com uma imagem vê-se perfeitamente a lâmpada Com três imagens obteve-se uma opacidade adequada

Como eu havia proposto, o processo não deveria depender apenas de cópias laser e poderia ser feito todo sem sair de casa, porém se desejar poupar o trabalho de fazer este sandwich de transparências imprimia em papel de boa qualidade e mande fazer cópias a laser em transparência e peça para carregar bastante no toner. Aqui na minha cidade ainda não consegui quem faça essas cópias laser com bastante toner e depois de jogar algum dinheiro fora com copiadoras que só querem economizar toner, acabei desistindo das cópias laser.

Preparo e sensibilização da placa:

Corte a placa pelo menos 1 cm maior que o layout já que a distribuição do sensibilizante nas bordas não fica muito regular .
Limpe bem toda a superfície da placa com a scotchbrite do lado verde ou esponja de aço, lave com detergente, após enxaguar não toque mais na superfície da placa e seque-a bem com o secador de cabelo.
Prepare a emulsão em um local com iluminação fraca e indireta, não é necessário ficar na escuridão e mesmo uma luminária de mesa com uma luz fraca e voltada para outro lado não afetará a emulsão.
Use 5 gotas de sensibilizante para cada 3ml de emulsão (meia tampa de garrafa pet). Eu utilizo um tubo plástico de remédio em gotas para dosar o sensibilizante, já que ele não vem em frasco com gotejador. Veja abaixo:

Obs: Os sensibilizantes são tóxicos e devem ser manuseados com cuidado.

Com cola tenaz use duas gotas de sensibilizante. Isso dá para uma placa de 15x15cm ou mais. Misture bem e devagar para não fazer muita bolha. Aplique a emulsão na placa com o pincel fazendo movimentos contínuos de um lado ao outro para não ficarem marcas de pinceladas no meio da placa. Vá distribuindo mais emulsão até que fique uma camada homogênea por toda superfície. A camada de sensibilizante deve ficar ligeiramente grossa para que fique mais resistente e não saia no momento da corrosão. É possível fazer a aplicação em duas camadas, aguardando a primeira secar e aplicando outra. Isso garante uma melhor distribuição do sensibilizante.

Ainda no ambiente escurecido seque bem a placa com o secador de cabelo no calor médio, cuidando para não aquecer demais, pois o sensibilizante é sensível ao calor e também pode levantar bolhas. O ideal é a secagem lenta em local sem iluminação e bem ventilado. Tenho usado o secador de cabelos para apressar o processo, mas isso pode acarretar alguns problemas já que o calor pode reduzir a ação do sensibilizante. A pressa é o grande inimigo deste processo.

Pegue o fotolito e coloque sobre a placa preparada com a tinta voltada para a placa.
Coloque a placa com o fotolito entre os dois vidros e use presilhas ou fita crepe para prendê-los firmemente sem obstruir a face do circuito.

Fotolito pronto para a foto-impressão:

Agora poderá acender a luz do local e proceder à foto-impressão:

Eu utilizava uma lâmpada halógena de 1000w do tipo usado em filmagens e expunha a placa por 1 minuto à distancia de 40 cm. No Sol forte do meio dia o tempo será de três minutos aproximadamente, porém o Sol varia conforme a condição atmosférica e o horário e aí só a experiência irá determinar o tempo correto, por isso gosto de usar luz artificial porque, além de funcionar a qualquer hora, terá sempre o mesmo tempo de exposição. Depois de exposta a placa pode ser retirada do vidro e o fotolito removido cuidadosamente. Tome cuidado para não expor a placa sem o fotolito à luz forte por muito tempo, pois a emulsão entre as trilhas ficará endurecida e não sairá na revelação.

Abaixo está a foto da mesa de luz que montei a partir de uma lâmpada halógena de 500w com refletor, do tipo usado em jardim e que custa de R$30,00 a R$35,00 e pode ser encontrada em lojas de material elétrico. A exposição com esta lâmpada é de 3 minutos a uma distância de 35 – 40 cm

Obs. Atualmente tenho usado apenas esta lâmpada de 500 W e recoloquei o vidro frontal que eu havia removido, pois o vidro ajuda a bloquear o calor emitido pela lâmpada favorecendo a correta impressão do fotolito na placa.

Revelação da placa:

Coloque a placa em uma vasilha com água, observe como a emulsão que não foi exposta vai embranquecendo:

faça movimentos suaves com o rolo de espuma mantendo a placa sempre molhada…

Vá verificando se existe resíduo de emulsão entre as trilhas e após a remoção de todos eles, a placa já pode ser enxaguada cuidadosamente com mais água limpa (evite colocar debaixo da torneira, pois o jato poderá remover trilhas)…

Seque muito bem a placa com o secador de cabelos e verifique em uma luz forte se está tudo certo. Pequenos reparos nas trilhas podem ser feitos com caneta de retro-projetor antes da corrosão. Uma dica que ajuda a endurecer a emulsão para que não saia na hora da corrosão é passar um algodão embebido em sensibilizante puro sobre as trilhas depois de reveladas e secas, depois enxágüe, exponha à luz forte e deixe secar bem antes de corroer.

Quando a foto-exposição da placa foi correta, a revelação em água ocorre rapidamente e a emulsão que não recebeu luz dissolve com bastante facilidade não levando mais que um minuto estar revelada e mais uns dois ou três para remover os resíduos mais difíceis. O uso de um rolo de espuma ao invés de esponja, para a lavagem na revelação ajuda a preservar as trilhas. Diferente da esponja que inevitavelmente produz muito atrito lateral, aumentando bastante a chance de descolar algumas delas, o rolo de espuma além de limpar bem os espaços entre trilhas, pressiona-as contra a placa reduzindo a chance de danificá-las.

Se a emulsão sair toda, inclusive as trilhas, é porque faltou exposição à luz e se não dissolver com facilidade é porque teve excesso de luz e ficou polimerizada (insolúvel). Neste caso limpe a placa e comece novamente.

‘A prática leva à perfeição’

Placa depois da corrosão:

 

Para proteção e acabamento eu costumo polir as trilhas com um pouco de massa de polir e uma flanela, depois limpo com álcool os resíduos do polimento, seco bem e aplico uma camada de verniz transparente (desses em spray). Uma fina camada de verniz protege contra a oxidação e não atrapalha a soldagem. Depois de seco o verniz proceda à perfuração.

Teste feito com a imagem de uma fotografia previamente convertida em preto e branco padrão litográfico ou estampa (somente preto e branco e sem meio tons), e corrosão parcial do cobre.

Boa sorte

FONTE: http://www.inape.org.br

Now playing: Dimension Zero – Silent Night Fever

Pico Office Reef – 7 litros Pt.2

Publicado: dezembro 21, 2010 em Aquarismo

Publicado - 08/04/2010 :  6:33:03 PM (Data real do post no site www.reefcorner.org)

Segue algumas atualizações de hoje.

Definido:
Filtragem: (Filtro externo Azoo 160l/h (filtro Biológico + Phosban)
Circulação interna: SB Mini -A 170l/h

Geral da minha mesa:

Visão Geral, ainda sem nada somente 2 pagurinhos mas bem escondidos…

O grande “office reef”:

OBS: Enchi o “OR” com água de descarte do meu RED SEA, que na verdade nem chega a ser descarte por que eu faço TPA de 20 litros toda semana.

Iluminação ainda não sei oque vou fazer por que estou afim de testar os LEDS, porém não posso fazer uma “gambiarra” pq senão o chefe não vai gostar, tem que ser uma coisa bem “CLEAN”.

Amanhã posto a entrada das RVA’s naturais.

 

Publicado - 20/04/2010 :  8:09:09 PM (Data real do post no site www.reefcorner.org)

Bom, segue as atualizações, estava meio atarefado nesses dias por isso não tive tempo pra atualizar o tópico.

Mas agora segue as fotos:

Visão Geral de como está hoje: 20/04/2010

Tentei fotografar o Sargentinho, mas é bem dificil…

Green Star Polyps (trouxe hoje pro aquário), ganhei do meu mais novo AMIGÃO Rodrigo Tuk, gente finíssima…

Zoanthus Dragon Eyes

Cloves, também do meu amigão Rodrigo, valeu Rodrigo!

Geral com a Luminária de 11W:

Zoanthus Chocolate (By Rodrigo), esse cara que trouxe vida pra ele…

Geral da minha mesa, agora a noite: 20:00hs *(20/04/2010)

Bom, galera por enquanto é isso aí…

Tem um vídeo também, mas o youtube está pedindo pra esperar pq estou fazendo “AudioSwap” nele…

 

Publicado - 20/04/2010 :  10:48:33 PM (Data real do post no site www.reefcorner.org)

Pretendo doar esse sargentinho assim que arrumar 1 novo lar pra ele…
Rodrigo, realmente ele tá gasparzinho cara, o Chefe veio aqui hoje uns 6 passos da minha mesa e nem reparou, e detalhe a luminária ligada de boas e talz… Ainda bem que o filtro externo é super silencioso…Ele nem se ligou cara.

Bom, segue o vídeo que fiz hoje: 20/04/2010

 

Abraços á todos, e amanhã vou aproveitar que aqui é feriado e o chefe não vem trabalhar. (como trabalaho com os EUA, é dia normal), aproveito e dou um Upgrade nele…

 

Publicado - 22/04/2010 :  6:38:19 PM (Data real do post no site www.reefcorner.org)

Eu já tenho equipe de limpeza e tá legalzinho mesmo.

Segue as atualizações:

Leather umbrella (3 mudinhas)
Green Star Polyps
Colônia de cloves
Carpet Brown
Pavona Cactus
Trumpet Green (3 bocas)
Zoanthus Dragon Eye
Zoanthus Chocolate
Palitoanthus Verde e Laranja

Stenopus (sobrevivente, era do aquário do Gui…)

Segue algumas fotos novas.

Essa foto foi tirada assim que terminei de arrumar/colar os corais.

Geral hoje de noite, 1 dia depois da bagunça.

Kit já completo:

Stenopus, verificando as mudanças.

Trumpet Green ainda sentindo a mudança.

Palithoa que ganhei do meu AMIGÃO RODRIGO TUK. (valew cara, lindão)

Green Star Polyps tentando abrir:

Pavona Cactus e Zoanthus chocolate:

Sargentinho lindão, mas pretendo colocar 1 Ocelaris aqui.
Está sendo DOADO para quem realmente quer cuidar.

E por último a geral da minha mesa com o Office Pico no AR.

Detalhe meu gerente viu o aquário, pirou acho bem louco, quer até saber quanto gasta 1 desses. hahahaha

Agora meu CHEFE mesmo, veio aqui perto e não percebeu, mas na verdade eu acho que ele viu mas está esperando eu falar com ele… hahah tá ferrado, vou deixar no gelo.

Bom é isso aí, abraços á todos.

 

Publicado - 11/05/2010 :  7:36:22 PM (Data real do post no site www.reefcorner.org)

Segue atualizações.

Geral do aquário com a luminária super grande.

Ricordea comum, mas lindona.

Zoanthus MIX (amigão ROdrigo TUk)

Zoanthus Dragon Eyes (importado)

Trumpet Green (ainda acanhado, sem mostrar a cor)

Cloves ao lado da pavona cactus

Brown Star polyps de pontinhas verdes (Amigão Rodrigo TUK)

Leatherzinho Umbrella fazendo pôse ao lado da temperatura (27,1ºc)

Close das Ricordeas pequenas que estão nascendo

Zoanthus Chocolate (Amigo Rodrigo Tuk) ao lado da ricordeazinha que brotou tbm:

Propaganda: uhauahuahua “luminária Boyu STS-350 comprei do amigo Roberto da Flora e Fish

Geral do aquário.

E é isso galera…
Agora vou demorar pra postar fotos por que não vou mais mexer no display.
Vou ficar somente na TPA e reposição. O resto é ter paciência e ver os bichos crescerem.

Now Playing: Drowning Pool – Bodies (By Devil Parrot).


Pico Office – 7 litros (2 gallons).

Publicado: dezembro 21, 2010 em Aquarismo

Resolvi criar um lugarzinho para meu Pico Office Reef aqui no meu “blog”, por tanto, segue as fotos desde o 1º dia em que ele veio pra empresa.

 

Publicado - 07/04/2010 :  6:14:23 PM (Data real do post no site www.reefcorner.org)

Galera a doença ainda continua…
A mais nova peripécia é um “boyu” modelo lindo na minha opinião… E ainda por cima na mesa do trabalho!

Bom, como é no trabalho e o chefe “ainda” não sabe, eu vou montar aos poucos… uma coisa de cada vez.

Hoje eu trouxe o aquário e o substrato.
Vamos ao setup parcial:

Aquário: 30x14x21 = 8 litros brutos.
Substrato: 2KG Samoa Pink 1#

Pretendo colocar somente corais.

Vamos ás fotos:

Ele escondido na sacola sustentável…rs!
A mesa ainda estava normal, sem modificações na estética:

Mesa já modificada com o “Office pico” organizado.

Foto dele pertinho com algumas marcas de dedo da galera aqui da empresa, que adora botar a mão nas coisas…hahaha (brincadeira pessoal)

Bom, por enquanto é isso aí…
Vou postando a montagem conforme for acontecendo.

Comparação quantitativa entre tecnologias de iluminação de aquários: HQI, T5 e LED
Baseado nestes dados, fica bem claro que LEDs vieram pra ficar e são uma alternativa viável para iluminação de aquários.
Por: Sanjay Joshi, Ph.D.

Link para o artigo original: http://www.advancedaquarist.com/2010/2/aafeature2/

Obs: clique nas imagens para abri-las em outra janela em tamanho maior.

A tecnologia de iluminação de aquários evoluiu muito desde que eu me iniciei neste hobby cerca de 20 anos atras. Naquele tempo haviam poucas opções, e as HQIs, de 4300K a 5500K, e lâmpadas fluorescentes normais de 40W eram o padrão. Desde então ocorreram grandes melhorias na tecnologia e no entendimento da aplicação de iluminação para aquários. Um grande volume de dados sobre várias lâmpadas HQI e reatores foi coletado e disponibilidade para mostrar as diferenças entre as várias combinações entre eles (www.manhattanreefs.com/lighting). Aquaristas europeus promoveram o uso de lâmpadas T5 e mostraram que é possível manter aquários de primeira linha com cores intensas e variadas com o uso delas. Mais recentemente luminárias LED foram desenvolvidas ao ponto de agora haver várias opções disponíveis para o hobista (ou estarão disponíveis em curto prazo). Há vários exemplos de aquários de sucesso com luminárias PFO Solaris de LEDs (um dos primeiros a entrar no mercado de aquários). Ficou claro que aquários marinhos podem ser mantidos com sucesso com qualquer tecnologia de iluminação, desde que esta seja capaz de prover luz de qualidade suficiente para os corais.
Como um aquarista amador, surge freqüentemente a questão do que usar para meu aquário. Esta questão não tem resposta simples, já que as restrições físicas, de preferências pessoais e de orçamento podem ser diferentes de um aquarista para o outro, acopladas ao fato de que existe evidência suficiente para mostrar que todas as opções de iluminação são opções potencialmente viáveis para o crescimento dos corais, desde que se esteja disposto a trabalhar dentro das limitações de cada tecnologia. Entretanto, a questão “Como as diferentes tecnologias se comparam com respeito à relação potência de entrada vs. fornecimento de luz e sua distribuição?” pode ser respondida de forma mais fácil e bem amparada com dados quantitativos. O foco deste artigo é mostrar como as três diferentes tecnologias de iluminação se comparam com respeito a potência luminosa e sua distribuição, e como este conhecimento pode ser usado para a tomada de decisão.

Metodologia

Exemplos de cada uma das diferentes tecnologias foram escolhidos baseados nos critérios:

• A potencia luminosa deveria ser equivalente
• A luminária deveria ser ‘estado-da-arte’ em seus respectivos domínios.

Isto permitiria uma escolha justa entre as tecnologias, embora o objetivo primeiro seja o de entender as diferenças entre fornecimento de luz e sua distribuição, ao invés de declarar um vencedor.

As combinações testadas se encontram listadas na tabela a seguir:

Tabela 1: Tecnologias de iluminação testadas

Os dados foram colhidos usando a mesma metodologia de meus testes anteriores de refletores, descritos inicialmente em http://www.advancedaquarist.com/issu…3/feeature.htm.
Uma grade de 3×3 pés com um espaçamento de 3 polegadas em X e Y foi criada usando uma placa perfurada. Estes 169 pontos (13×13) foram usados para coletar dados na grade, com as coordendas (0,0) representando o centro da grade. Foi usado um sistema de coordenadas normal definindo os pontos da grade, com o eixo longitudinal do refletor definindo o eixo X ou Y. Cada refletor foi centrado na grade, de forma que o centro do refletor ficasse alinhado com a posição (0,0) da grade. Para cada uma das combinações listadas na tabela 1 foram coletados e registrados dados em cada um dos 169 pontos, às distâncias de 24 e 30 polegadas de altura sob a da fonte luminosa. Os dados foram coletados usando um registrador de dados LICOR 1000 e um sensor subaquático LI-192SA com correção cossenoidal calibrado para ar e para água. Dados sobre radiação fotosinteticamente disponível (PAR) foram coletados como PPFD (Densidade de Fluxo Fotônico Fotosintético) e medidos em µMols/m2/s. O coletor de dados foi ajustado para colher médias de 5 medidas em cada ponto de coleta. Cada conjunto de medições completo para cada refletor levou aproximadamente 3 horas para ser completado.

Os dados assim colhidos foram importados para uma planilha Excel para análise, e foram plotados de forma adequada para avaliação. 4 gráficos foram feitos, com duas plotagens em cada altura:

• Gráfico 3-D mostrando os valores PAR registrados
• Contorno em vista superior mostrando a distribuição

Dados e Análise

Nas seções seguintes são apresentados os dados obtidos. Estes são apresentados em uma forma de fácil interpretação pelo leitor, semelhante a testes passados e bem auto-explicativa. Portanto, são discutidos apenas alguns pontos salientes sob os critérios em consideração. Ao usar os dados para comparações, vários elementos devem ser levados em consideração, especialmente porque existem compromissos em qualquer sistema de iluminação no que se refere a intensidade vs. distribuição. Pontos a destacar nos dados são o formato básico da distribuição de luz, o tamanho da área coberta para uma determinada intensidade luminosa, valores de pico desta intensidade e seu decréscimo em direção à periferia. Ao avaliar refletores para uso em aquários, deve-se levar em conta critérios múltiplos de desempenho, e escolher aquele que atende as necessidades do tanque, o layout, restrições de espaço e de orçamento.

HQI

Para este teste, como representante da classe, foi usado um lâmpada USHIO 14000K montada em um refletor Sulight Supply Lumen Max 3, e alimentada por um reator M80. A figura 1 mostra a dispersão de luz oferecida por esta combinação. O valor de pico medido de PAR foi de 278 µMol/m2/s a uma distância (altura) de 24″ do centro da lâmpada, e 190 a 30″ do mesmo. Curiosamente, o valor de pico não foi obtido diretamente abaixo do centro, e sim deslocado deste. O consumo desta combinação foi de 306W.

Figura 1 mostra a distribuição e potência luminosa de uma lâmpada USHIO 14000K de 250W em um refletor Sunlight Supply Lumen Max 3. A lâmpada neste caso está alinhada com o eixo Y.

Fluorescente T5

O equipamento ATI Powermodule de 36″ com 6 lâmpadas T5 de 39W é tido por muitos como o melhor da categoria entre as luminárias T5, e considerado como similar, em termos de consumo de energia, a uma HQI de 250w. Mesmo considerando que pode ser utilizado um leque amplo de combinações de lâmpadas T5 neste sistema, seria excessivamente trabalhoso e caro se adquirir todos os tipos de lâmpadas que cabem nesta luminária e testá-las. Assim, a lâmpada ATI EcoLux High Output 6500K foi escolhida para participar deste teste, pela facilidade de aquisição. A figura 2 abaixo mostra o resultado desta combinação. Valores de pico para PAR medidos chegaram a 220 µMol/m2/s à distância de 24″ do centro da lâmpada, e 161 a 30″. O consumo de energia foi medido em 254W.

Figura 2: distribuição de luz para o módulo ATI Powermodule 6x39W com lâmpadas ATI Ecolux 6500K HO T5

LED – PFO Solaris I5

Pouco antes de encerrar suas atividades, a empresa PFO havia desenvolvido sua última geração de luminárias LED, chamadas Solaris I5, que representa o melhor da categoria entre as opções de iluminação com LED. Mesmo não mais estando em produção, é interessante compará-la às demais deste teste, pelo ainda algo grau de ceticismo dos consumidores na capacidade dos LEDs de incentivar o crescimento de corais.
A luminária LED PFO Solaris contém uma matriz de 2×30 LEDs medindo 24″, com uma mistura de LEDs azuis, brancos e alguns verdes. A figura 3 mostra o resultado deste conjunto. Valores de pico de PAR obtidos foram de 213 µMol/m2/s à distância de 24″ do centro da lâmpada e 160 a 30″ do mesmo. Consumo de energia ficou em 216W.

Figura 3: distribuição de luz da luminária Solaris I5 LED

LED – Eco-Lamp KR92

No último ano a tecnologia de LED avançou de forma significativa, fazendo destes uma alternativa muito atraente para uso em aquários recitais. Um grande número destes equipamentos está sendo desenvolvido em países asiáticos. Um deles é a luminária Eco-Lamps KR92 (http://www.eco-lamps.com/). Uma versão de 24″ com 91 LEDs foi usada neste teste, entre muitas disponíveis no mercado. A figura 4 abaixo mostra o resultado. Valores de pico de PAR medidos foram de 224 µMol/m2/s à distância de 24″ do centro da lâmpada e 160 a 30″ deste. Consumo foi de apenas 110W.

Figura 4: distribuição de luz da luminária Eco-Lamps KR 92 LED

Discussão dos resultados

A tabela 2 abaixo resume alguns dos parâmetros importantes para avaliar a potência luminosa, consumo de energia e valor de pico de iluminação. Interessante notar que, exceção feita para a lâmpada HQI, os valores de pico das luminárias T5 e com LEDs se equivalem, a grosso modo. O consumo de energia apresenta grande variação (até 50%) entre a Eco-Lamps KR92 e as duas outras, Solaris I5 e ATI Powermodule. Quando confrontado com estes resultados, sente-se a tentação de concluir que uma HQI de 250W é equivalente a uma das luminárias LED. Entretanto, analisando os dados da tabela 2, vemos que não podemos tirar esta conclusão.

Tabela 2: Comparação entre diferentes luminárias (HQI, T5, LED)

Uma informação adicional para comparar estas diferentes luminárias é a cobertura luminosa propiciada por cada uma delas. Para avaliar esta cobertura, definimos um valor de corte para PAR e olhamos para a área que é iluminada por um valor igual ou acima deste mínimo. Baseado em minha experiência com medição de iluminação e mais de 20 anos mantendo corais em aquários, eu conclui que um nível de PAR de 100 µMol/m2/s no fundo do tanque é em geral mais que suficiente para manter com sucesso um amplo leque de corais. Como referência, meu aquário de 500g (1.900 litros – 84″c x 48″l x 30″ l ) é iluminado por 3x USHIO 14000k de 400W em um refletor Lumenarc montado 12″ acima do nível da água, e a iluminação medida no fundo fica entre 80 e 120 µMol/m2/s. Valores de PAR em torno de 100 no fundo do tanque permitem um gradiente de luz suficiente para manter corais necessitados de luz entre a metade superior e 2/3 da lâmina d’água, com corais menos necessitados de luz espalhados pela metade inferior. A maioria das acrópoles e outros corais que necessitam de bastante luz podem ser mantidos nos níveis de 300 a 400 µMol/m2/s. Assim, usando o critério da área coberta por 100 µMol/m2/s ou mais, podemos ter uma boa idéia da dispersão da luz e usar esta informação para determinar dimensões do display onde estas luminárias podem ser utilizadas. A figura 5 mostra a distribuição de luz sob estes critérios.

Figura 5: Dispersão de luz das diferentes luminárias (PPFD maior ou igual a 100)

Do exposto acima deveria ficar claro que declarações colocando LEDs como equivalentes a HQI de 250W são corretas enquanto se compara valores de pico de PAR. Mesmo que os valores PAR das HQI de 250W sejam alcançados, é importante se comparar a área coberta para uma conclusão válida. O conjunto de 250W utilizado no teste é adequado para um tanque grande, com uma área de 36″ x 30″ (aprox. 91cm x 76 cm). O conjunto de T5 testado tem uma distribuição mais alongada, como esperada de uma luminária de 36″ (91cm), e cobre uma área de 36″ x 24″ (91cm x 61xm). A luminária Solaris I5 fornece valores maiores que 100 em uma área de 20″ x 16″ apenas (51cm x 41cm), enquanto a KR-92 cobre apenas 24″ x 18″ (61cm x 46cm) a 30″ de altura.
Estas comparações foram feitas usando o melhor de cada categoria. Se alguém usar outros refletores e luminárias não tão eficientes, então as áreas cobertas pelas HQIs e T5 seriam menores, com menores valores de pico. Algumas T5 podem fornecer potência luminosa ainda maior que as usadas no teste, portanto os resultados dos testes refletiriam um pequeno acréscimo de área coberta.
Além disso, deve-se notar que os LEDs praticamente não transferem nenhum calor para o tanque, e portanto podem ser posicionados mais próximos da superfície. Isto aumentaria os valores de pico no aquário e também dirigiria mais luz para ele, dada a menor dispersão de luz dos LEDs. O resultado seria maior eficiência, visto que a maior parte da luz gerada seria direcionada para o aquário.

Conclusões

Com base nos dados quantitativos, é óbvio que os LEDs já alcançaram maturidade suficiente para ser uma opção viável de iluminação para aquários de corais. Enquanto vários outros fatores podem estar envolvidos na escolha, como economia de energia, custo, vida útil, controlabilidade, custo de manutenção, etc, estes não foram os fatores considerados no teste comparativo. Baseado unicamente na quantidade de luz fornecida, fico feliz com o futuro que vejo nesta tecnologia para uso em aquários. De fato, eu substitui minha luminária dem um reef de 29g (110 litros) pela Eco-Lamps KR-92, e planejo substituir as HQIs (2x 150W) de meu reef de 55g (209 litros) com uma versão de 4′ (1,2 m) da Eco-Lamps. Artigos futuros vão mostrar os resultados de outras luminárias LED que estou avaliando atualmente.

Publicado originalmente em Advanced Aquarist Online Magazine, edição de Fev/2010, e traduzido por Walmyr Buzatto, com autorização de Sanjay Joshi.

Essa é minha pequena princesinha Raphaela em sua primeira apresentação no teatro de Barueri-SP na peça o “Castelo de Vestal”. Parabéns minha filha, brilha que o mundo quer te ver.

 

 

Now Playing: DevilDriver Clouds over California.

Filtragem (parte 1)

Publicado: novembro 25, 2010 em Aquarismo

Filtragem

O que é Filtração?
Uma operação de filtração consiste essencialmente em fazer passar um fluido (líquido ou gás), por um dispositivo (filtro) formado por uma ou mais camadas de materiais diversos, conhecidos conjuntamente como o “meio filtrante”. Essa operação visa obter como produto, o fluido introduzido em estado de maior “pureza”, ou seja mais livre de eventuais agentes “poluentes” (físicos, químicos e biológicos).

Este artigo trata da filtração da água para um aquário, levando em consideração as características e necessidades essenciais desta atividade. Porém, algumas considerações gerais a respeito de filtros utilizados para outras finalidades serão discutidas discutidas no texto.

Por que Filtrar?
Em um ecossistema semi-aberto como um aquário, onde são constantemente introduzidas porções de matéria orgânica (alimentos, plantas, peixes, microorganismos, etc.), o consumo dos alimentos e nutrientes por parte dos seres vivos gera uma “carga” de dejetos poluidores que tendem a se acumular ao longo do tempo, causando um desequilíbrio orgânico, físico e químico no meio. Ou seja, a água do aquário é gradativamente poluída por seus próprios ocupantes, tendendo a ficar turva, carregada de substâncias químicas nocivas (nitritos, nitratos, amônia, fosfatos…), povoada com algas indesejáveis, com o pH alterado, etc.

Para contrabalançarmos esses efeitos precisamos intervir para eliminar os detritos e compostos indesejáveis acumulados da melhor maneira possível. Para essa tarefa, um dos melhores recursos com que o aquarista pode contar é o filtro.

Tipos de Filtração
Relacionamos e discutimos a seguir as diversas maneiras pelas quais as operações de filtração realizam a tarefa de purificar a água.

Filtração por Gravidade

Pouco utilizado em aquarismo, consiste em introduzir o líquido pela parte superior do recipiente filtrante e deixá-lo escoar através das camadas filtrantes por ação da gravidade. Bastante econômico operacionalmente, é um filtro de ação relativamente lenta, cuja velocidade de filtração depende essencialmente da altura da coluna d’água acima do elemento filtrante, (normalmente areia é utilizada para esta finalidade), da granulometria do mesmo e, claro da quantidade de material em suspensão no líquido que, ao ser retirado, vai gradualmente “entupindo” o filtro, exigindo limpezas periódicas.

Por sua praticidade e baixo custo, esse tipo de filtro é utilizado largamente em estações de tratamento de água para consumo humano, onde filtração em larga escala se torna necessária. A sua ação é basicamente física, retirando do líquido matéria sólida em suspensão (detritos). Um outro exemplo bastante simples e corriqueiro deste tipo de filtro é o filtro de café, feito com um funil de papel ou coador de pano.

Filtração por Circulação Forçada

Este tipo de filtração consiste em “forçar” a passagem do líquido através das camadas filtrantes por meio de bombeamento, para aumentar a velocidade da operação. Este é o principal método utilizado em aquarismo, onde é necessário uma boa capacidade de filtração em pouco espaço, com equipamentos de porte relativamente pequeno, e também uma boa facilidade de controlar ou intervir no filtro a qualquer tempo.

A capacidade final de filtração obtida por este processo depende do poder de compressão da bomba ou estação de bombeamento para gerar o fluxo do líquido, da altura da coluna d’água, e da permeabilidade total da(s) camada(s) de filtração utilizada(s).

Filtração Física (ou Mecânica)

Muito da amônia gerada em um aquário se origina da decomposição de matéria orgânica (restos de comida, excrementos, urina, microorganismos, etc). Se pudermos retirar os detritos do sistema em seu estado macroscópico, antes que comecem a se decompor, estaremos contribuindo antecipadamente para a limpeza química do meio.

A Filtração Física consiste em retirar as impurezas macroscópicas (orgânicas e inorgânicas) existentes em suspensão na água do aquário pelo método simples de passá-la através de um “coador”. Este tipo de filtração não é capaz de retirar bactérias e plâncton de reduzidas dimensões, e muito menos substâncias químicas dissolvidas na água.

Esta é normalmente, a primeira etapa de um processo de filtração, sendo o produto da mesma (água livre de detritos), “entregue” às demais etapas, que assim não correm o risco de sofrer entupimentos físicos.

Diversos materiais podem ser utilizados nessa etapa, tais como esponjas, cartuchos de papel ou fibra, e mantas de material sintético, sendo o mais difundido e utilizado atualmente o Perlon, que pode ser utilizado em camadas, sacos, etc., acomodando-se aos mais diversos tipos de filtro e espaços disponíveis para acomodar esta “camada” da filtração. Trata-se de um material neutro, não interferindo com as características químicas da água, quer pela retirada que pela adição de elementos.

Podemos utilizar mantas de lã acrílica do tipo usado para o estofamento de móveis em lugar do perlon, para a filtração física. Este material deve ser limpo a cada 15/30 dias dependendo da capacidade do filtro x volume do aquário, e trocado a cada 3 meses aproximadamente. Obviamente, dependendo das condições locais, este espaçamento entre as datas de manutenção poderá ser modificado.

Nunca deveremos utilizar a lã de vidro verdadeira em filtros, pois esse material solta “farpas” afiadas (virtualmente invisíveis na água), que representam um sério risco de ferimentos para os nossos “pupilos”.

É recomendável manter, no mínimo, dois circuitos de filtração alternativos (particularmente em aquários grandes), para prevenir contra acidentes. Outras vantagens estão no fato de haver captação da água para filtração em mais de um ponto do aquário, e de oferecer maior segurança quanto à proteção das colônias de bactérias, minimizando problemas caso haja a perda acidental de uma das colônias enquanto se faz a limpeza de um filtro. Manter equipamento(s) de reserva, devidamente ciclados, é uma alternativa válida para quem tem muitos aquários, ou aquários pequenos. Em aquários com injeção de CO2 deve-se procurar agitar a água o menos possível, para não provocar a liberação do CO2 dissolvido.

Filtração Biológica

Esta é a denominação que se dá às ações nitrificante e desnitrificante proporcionadas pelas colônias de bactérias, fundamentais para a saúde do nosso mini ecossistema. Conjuntamente, as bactérias existentes no aquário (paredes, substrato, plantas, água, etc.), e no filtro biológico atuam permanentemente de modo a manter em equilíbrio o meio que, sem sua presença rapidamente se tornaria inabitável.

Existem na Natureza vários tipos de bactérias capazes de decompor a amônia em compostos menos tóxicos (Nitritos e Nitratos). Elas existem naturalmente no meio ambiente (substrato, plantas, água, etc.), e não necessitamos nos preocupar em adicioná-las a nossos aquários. A própria Natureza se encarregará disso para nós. Bastará deixar um aquário recem-montado em repouso (com a circulação de água ativa) por algum tempo, que as colônias de bactérias crescerão e se estabelecerão naturalmente por toda a parte, prendendo-se em paredes, cascalho, rochas, plantas, nos elementos do filtro, enfim em toda e qualquer superfície submersa (até nos próprios peixes e outros organismos).

Estudos recentes mostram que a absorção da amônia pelas plantas aquáticas é muito mais rápida que a absorção dos nitratos, existindo essencialmente uma competição entre plantas e bactérias pela amônia dissolvida. E que as plantas necessitam basicamente desdobrar nitritos e nitratos em amônia que será então absorvida.

As colônias de bactérias necessitam essencialmente de: um local para se fixarem, e nutrientes (Nitrogênio e Oxigênio) para viver. Para a fixação das colônias de bactérias, são utilizados com freqüência anéis de cerâmica porosa ou também as bio-balls, que proporcionam uma grande superfície (externa e interna) possibilitando o estabelecimento de grandes quantidades de colônias de bactérias.

Para a filtragem biológica, podemos substituir os anéis de cerâmica, ou as bio-balls, por pedaços (cacos) de cerâmica porosa, obtidos a partir de velas de filtro quebradas (porém não devemos usar as que têm prata em suas paredes internas, pois este é um elemento, prejudicial ao desenvolvimento das colônias de bactérias). Durante a manutenção do filtro deve-se procurar manter úmidos os seus componentes (anéis, cacos de cerâmica, etc.), mantendo-os mergulhados em água, (de preferência retirada do próprio aquário).

Podemos também utilizar mantas de espuma de malha aberta, do tipo utilizado em filtros de aparelhos de ar-condicionado, como elemento de fixação das colônias (na manutenção esta espuma deve ser lavada apenas com água desclorada, e não muito ativamente, para não prejudicar as colônias).

Nunca devemos trocar integralmente (a menos de acidentes por contaminação bacteriana), todos os elementos da filtragem biológica ao mesmo tempo. Quando necessário é recomendável fazer a troca por partes (duas trocas de 50% em 30 dias, ou três de 33% com intervalo de 15 dias).

Não mais utilizar os FBF (Filtros Biológicos de Fundo), considerados hoje mais como causadores de complicações do que utilidade.

A filtragem biológica é normalmente feita após a filtragem física, dessa maneira as colônias de bactérias receberão uma água já livre de detritos, para “trabalhar”, reduzindo-se assim o risco de entupimento dos poros dos elementos de cerâmica.

Se a filtração biológica é capaz de resolver o problema da intoxicação do meio, por que, então, necessitamos de outros tipos de filtração ?

A filtração biológica ocorre a uma velocidade relativamente lenta comparada com os outros métodos. Assim sua utilização de modo isolado limitaria bastante a quantidade de peixes que poderíamos colocar no ambiente. Por isso ela é normalmente complementada por outros tipos de filtração que reforçam a capacidade de estabilização do meio.

Filtração Química

Filtração Química é a remoção de substâncias dissolvidas na água do aquário a nível molecular. Estas substâncias, quanto à sua natureza, podem ser polarizadas (íons) e não polarizadas (moléculas). O método mais empregado para este tipo de filtração consiste em passar a água por uma camada de Carvão Ativado (CA), que é mais eficiente para a remoção de moléculas, mas que funciona também com alguns íons.

O CA pode conter elevados níveis de fosfato (nas cinzas internas), que poderá ser dissolvido na água do aquário. Isso é particularmente nocivo ao aquarismo marinho, mas também não é bom para os aquários de água doce. Portanto, ao adquirirmos CA deveremos dar preferência aos especificamente produzidos para utilização em aquários.

Este problema pode ser diminuído fazendo-se a imersão prévia do CA em água limpa (renovada), algum tempo antes de sua utilização (2 a 3 semanas). Com isso estaremos fazendo uma dissolução prévia do fosfato e outros materiais, porventura existentes, atenuando seus efeitos.

Existe por parte de alguns aquaristas uma preocupação em relação à adsorção pelo CA de nutrientes minerais vitais requeridos pelo ecossistema do aquário. Ocorre que o esgotamento de nutrientes minerais é algo que ocorrerá tanto em aquários plantados como em aquários marinhos pelo consumo dos organismos vivos, e isso ocorrerá com ou sem a presença do CA no sistema. Considera-se que os ganhos proporcionados por sua utilização são suficientemente grandes em relação aos “prejuízos”, para justificar plenamente sua utilização.

A utilização do CA deve ser suspensa enquanto estivermos administrando algum medicamento, adubação química, etc., na água, pois o CA poderá absorver da água os remédios ou alguns produtos químicos de maneira seletiva, prejudicando os resultados pretendidos.

CA já utilizado pode ser (parcialmente) reativado domesticamente aquecendo-o no forno a cerca de 150 oC e lavando-o em água pura sucessivamente. Através deste processo será feita a eliminação dos gases aprisionados, permanecendo porém no interior dos poros as moléculas de material mais pesado (ex.: metais tóxicos), que não serão eliminadas pelo aquecimento, razão pela qual este procedimento é contra-indicado em aquarismo. Apenas em laboratórios, com equipamentos adequados e testes apropriados a recuperação poderá ser feita com segurança.

Felizmente o custo do CA é suficientemente reduzido, possibilitando-nos usá-lo em quantidades razoáveis. É recomendável lavar bem o carvão antes de utilizá-lo, para remover o pó que sempre se acumula em sua superfície.

Quanto de CA utilizar é uma recomendação difícil de ser feita, mas se verifica que a utilização de quantidades menores, com trocas mais freqüentes funciona melhor do que o oposto. Como ponto de partida, experimente usar 250 ml (1 copo de requeijão) para cada 150 litros de água, fazendo trocas mensais do CA. Não se deve utilizar carvão comum (vegetal ou animal) em substituição ao Carvão Ativado.

Além do CA diversos outros materiais foram desenvolvidos para a filtragem química. Um deles é a argila de zeolita, capaz de remover amônia da água. Útil para emprego por curtos períodos, pode se tornar prejudicial a longo prazo. Interfere também na ciclagem de aquários novos, impedindo a formação das colônias de bactérias.

Outro tipo de substâncias, relativamente recentes, que podem ser utilizadas para a filtração química são as Resinas Deionizadoras, formadas por materiais (há diversos tipos), que possuem a capacidade de retirar (absorver) íons dissolvidos na água. São bastante eficientes, mas possuem atualmente custos bem mais elevados do que o CA, possuindo porém em alguns casos a capacidade de absorver substâncias sobre as quais o CA não tem capacidade de adsorção.

Os filtros do tipo Skimmer possuem pronunciada atuação na remoção de detritos químicos, sendo hoje largamente utilizados em aquarismo marinho.

Fluxo da Filtração

Recomenda-se como parâmetro geral para o fluxo de circulação da água pelos filtros, um fluxo horário de 5 a 10 vezes a capacidade bruta do aquário (litros/hora). Estes valores são recomendáveis como referências iniciais seguras, particularmente para filtros do tipo externo de pendurar (power filters), cuja capacidade em termos de quantidade de mídia filtrante é pequena em comparação com outros tipos de filtro. Para outros tipos de filtro (canister, dry-wet, etc.) o fluxo de água ideal poderá variar conforme o caso, pois sua maior capacidade em termos de mídia pode compensar com sobras uma eventual redução no fluxo de água.

Mais adiante discutiremos alguns fatores que exercem influência complementar (positiva ou negativa) no tratamento da água de um aquário, agindo simultaneamente à filtração. Avaliando criteriosamente o comportamento de um setup estabilizado poderemos sintonizar melhor sua filtração em função de suas características específicas.

Tipos de Filtros
Filtros Internos
Estes são os filtros projetados para funcionar inteiramente dentro do aquário. Seu custo é normalmente baixo e apresentam uma boa eficiência em relação à potência consumida. São de utilização bastante prática, normalmente de porte pequeno, mas costumam interferir com a estética do ambiente, além de tomarem parte do espaço do aquário. Relatos de “acidentes” com este tipo de filtro, onde ocorre a reintrodução na água aquário de parte dos detritos retirados anteriormente e armazenados nos elementos filtrantes, fazem-nos não gostar muito da idéia básica de funcionamento dos mesmos.

Filtros de Esponja / Filtros de Canto
Os filtros de esponja ou de canto baseiam-se em fazer circular a água através de uma espuma porosa, usando uma bomba ou o borbulhamento de ar em um tubo ou caixa plástica, colocados em um canto do aquário (de onde deriva o seu nome). O fluxo de água através da esponja propicia o crescimento de uma colônia de bactérias responsáveis pela neutralização da amônia e nitrito dissolvidos na água.

Este é um tipo de filtro bastante primitivo e econômico, que pode ser útil em pequenos aquários tais como aquários de quarentena, hospitais, criatórios, etc., pois pode ser fácil e rapidamente construído, com custos mínimos.

Sua capacidade de filtração, porém, é reduzida em relação a outras opções, motivo pelo qual aconselhamos seu uso apenas em situações “emergenciais”. Tem os inconvenientes de ocupar espaço interno no aquário e requerer manutenção freqüente, durante as quais não se deve fazer a troca de todo o material filtrante para preservar pelo menos parte da colônia de bactérias.

Filtros Biológicos de Fundo (FBF) / Undergravel Filters
Este tipo de filtro constituiu a “primeira geração” dos filtros biológicos para aquários. Considerados hoje obsoletos pelos aquaristas mais experientes, eles ainda se encontram à venda nas lojas do comércio aquarista por todo o país. Tem como principais aliados para sua sobrevivência o baixo custo e a ignorância dos que estão iniciando no aquarismo, sobre suas limitações e sobre as vantagens de outros tipos de filtros.

O FBF é um filtro interno, constituído basicamente por uma camada de placas perfuradas (uma grade), em material plástico colocada no fundo do aquário, sobre a qual é colocado cascalho (obrigatoriamente de granulação elevada). Uma ou mais das placas possui uma torre de saída, à qual é conectada uma bomba que, agindo por sucção, faz com que a água circule através da camada de cascalho, passando pela grade para a parte inferior do aquário de onde será aspirada pela bomba e lançada de volta para a parte “superior” do aquário.

Os filtros FBF contam essencialmente com a capacidade de tratamento biológico das colônias de bactérias que se formam no substrato, para o tratamento da água do aquário. Pouca ou nenhuma ação de filtração mecânica oferecem, uma vez que a granulometria do cascalho é bastante elevada, não sendo capaz de reter matéria em suspensão.

A situação do aquário se complica quando a montagem envelhece, pois a tendência do FBF é acumular matéria orgânica entre o cascalho e a parte inferior das placas, tornando-se, com o passar do tempo, verdadeiros “circuladores de sujeira” incorporados ao aquário. Como se isso não bastasse, desativar um FBF não é tarefa das mais agradáveis, uma vez que essa operação implica em desmontar e refazer todo o setup do aquário.

 

Now Playing: The Berzerker – Disregard.

Os melhores da Heineken

Publicado: novembro 11, 2010 em Virado á Paulista

Minha esposa, me chamou no msn e disse:

“Amor, essa é a sua cara”… e me mandou esse vídeo:

Por tanto, resolvi fazer uma seleção das melhores dessa maravilhosa cerveja, que antes não gostava (por que as pessoas que não ia com a cara falam muito bem dessa cerveja e acabei pegando bode), mas hoje gosto dela e faço bom uso… \o/

 

Bom, depois eu posto mais!